domingo, 11 de março de 2007

Curiosidade interessante:

A SIMBOLOGIA DOS NÚMEROS

O sistema de numeração atual, erroneamente conhecido como números arábicos (porque na realidade foi criado na Índia), contém o único conjunto de símbolos compartilhado por quase todas as culturas do planeta. Curiosamente sua grafia tem uma origem bastante lógica.Os símbolos que representam os números na atualidade descendem do sistema Nagari. Este sistema era compreendido universalmente na Índia, no entanto a popularização do sistema numeral levou a que várias culturas o adaptassem como próprio. Inicialmente a simbologia Nagari para os números era um tanto quanto confusa. Observe no quadro abaixo que o número 1 se parecia com o número 9, o 4 era similar ao 8, o 5 era o 4. Deste modo, o sistema númérico evoluiu para uma forma lógica, na qual a quantidade representada seria assinalada pela quantidade de ângulos do símbolo (contem as bolinhas pretas de cada símbolo - é justamente a quantidade de ângulos que o mesmo possui). Como podem notar, este é o motivo real pelo qual se convencionou cortar o sete, não aquela história de segurança ou ainda aquela outra sobre os 10 Mandamentos. Com o tempo o sistema se popularizou tanto que já não fazia falta indicar com ângulos a quantidade, e o ocidente adotou os números góticos, que utilizamos hoje em dia, mais estilizados e arredondados.





Vou postar também uma montagem com fotos para a música "Sampa", de Caetano Veloso. Não é um clipe, mas esta música me encanta, claro, porque quando se vive longe do país, sempre que ouvimos algo de nossa terra nos emocionamos. E, não por ser paulistaníssima, mas por ser brasileira e apreciadora de boas músicas, cá entre nós, esta música é simplesmente... arrebatadora, não?

Sampa, minha cidade. Meu anjo e meu demônio. Que se te deixo, quero logo voltar. E se contigo estou, quero tanto me afastar...
Sina triste e definitiva de uma paulistana crua de coracão e de alma mundana.



Ouvindo: "João e Maria", Chico Buarque de Holanda
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sábado, 10 de março de 2007

Dostoievsky

Li alguns livros de Dostoievsky em minha vida. Bem menos do que eu gostaria, diga-se de passagem. Mas posso afirmar, com certeza, que ele foi um dos formadores de minha alma adulta. As obras que li (Eterno Marido, Recordação da Casa dos Mortos, O Jogador, Irmãos Karamazóv, Humilhados e Ofendidos, O Idiota, Memórias do Subterrâneo, Nietóchka Niezvânova, Crime e Castigo, A Aldeia Stepantchikovo, O Adolescente e Os Demônios) me acompanharam durante a infância, ao lado de outras obras, de outros autores, com aquele olhar de "parece que você está crescendo". Espero que tenham sido olhares de aprovação, que meu crescimento tenha sido tanto espiritual, como emocional. Tanto quanto a cronologia da idade exigiu.Teve, porém, um trecho, que encontrei em um blog da Internet (que o dono me perdoe, porque não me lembrei de copiar a página dele para citá-lo. Mas prometo que farei isto, tão logo esteja mais organizada) que me fez repensar aqueles tempos de menina. E compará-los aos dias dinâmicos de hoje, quando respiramos informática de uma maneira tão geral que nosso cérebro simplesmente não consegue reter nem 0,0001% das informações que vemos no dia-a-dia via Internet. Pois bem, em 1876, Fedor Dostoievsky começou a publicação de uma folha mensal que pretendia que fosse "um diário íntimo, em toda a acepção da palavra, isto é, um fiel relato do que mais me interessou pessoalmente." Ou seja, algo muito parecido com um blog. Mas três meses depois ele escrevia: "Custa a crer, mas é verdade, ainda não encontrei a forma do Diário, e não sei se algum dia a encontrarei... Assim, tenho 10 ou 15 assuntos (pelo menos) para tratar, quando me sento para escrever. Todavia, os meus assuntos preferidos, afasto-os involuntariamente. Ocupar-me-iam demasiado espaço, exigiriam demasiado ardor da minha parte e, deste modo, não escrevo o que me agrada. Por outro lado, imaginei com demasiada ingenuidade que se trataria de um autêntico "Diário". Um verdadeiro "Diário" é impossível; só se pode fazer um diário artificialmente preparado para o público...". Considerei esta, uma passagem inolvidável. E não pude deixar de me identificar com algumas das coisas que são ditas nela. Penso, designadamente, na forma como a temporalidade dos blogues difere daquela presente em outras escritas (aquelas antigas cartas, os bilhetes traquinas, um livro impresso, um jornal). Tudo a ver com a dinamicidade da informática e sua quantidade imensurável de informação (que nosso cérebro não consegue reter). Acredito que a importância desta "dissociação de temporalidades", não deve ser desconsiderada porque, seguramente, o tempo dos blogues pode vir a nos aprisionar e repentinamente, podemos nos tornar, de forma inconsciente e involuntária, reclusos desse tempo.




Bem, para manter este "papo-cabeça" (rsrsrs), separei 1 clipe de Música Popular Brasileira. Daquelas bem puras: Chico Buarque, por ele mesmo, ao lado de Nara Leão. O clipe se chama "Roda viva" e faz parte da trilha sonora do filme "Cabra-cega" de Toni Venturi em 2004.


Ouvindo: "Gostoso Demais", Maria Bethania
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Mais 3 clipes!!

Achei 2 clipes do Paralamas e 1 da Adriana Calcanhoto! Vou partilhar com vocês!

O primeiro é um clássico... Amo esta música: "La Bella Luna", dos Paralamas do Sucesso. Faz a gente sonhar...



O segundo é um clipe da música "Calibre", Paralamas do Sucesso. É bem forte, a letra. E a batida também...



O terceiro... Bem, o terceiro é uma música doce, que me embalou em muitas das minhas insones noites. E me acompanhou em muitos dias também... Trata-se de "Mentiras", da Adriana Calcanhoto.




Ouvindo: "Lisbela e o Prisioneiro", Caetano Veloso
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sexta-feira, 9 de março de 2007

Re-postagem...

Este clipe aqui, na verdade, eu estou "re-postando"... É que por um pequenino lapso de minha parte, troquei o link deste clipe pelo do clipe "Tong Hua". Trata-se também de uma música oriental, feita nos padrões típicos (nada de finais felizes; ao contrário, que seja um final bem trágico!). Muito bonito...
Memory



Ouvindo: "Navegar Impreciso", Paralamas do Sucesso
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Música

Música é tudo de bom... Fiel companheira para todos os momentos: seja servida num jantar, ao lado de pessoas especiais, seja como acompanhamento de um chope bem gelado, seja em companhia de si própria ou em tantos outros momentos onde sempre cabe uma boa música para permear aquele instante único.
Pessoalmente, eu adoro me perder por entre a net em busca de clipes. Então, encontrei um muito legal de Evanescence, "Field of Innocence". E está legendado! Curti bastante.




Ouvindo: "O Trem da Juventude", Paralamas do Sucesso
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Viajando...

Viajava eu na net, à toa, saudade, ansiedade e tudo o mais que termina em "ade" (rsrs), quando me deparei com uma música tão antiga quanto linda: "Ne me quitte pas", de Jacques Brel. Um clássico entre as francesas. Aliás, um clássico internacional. A melodia, o compasso, a letra são de uma delicadeza ímpar. A canção, como um todo é verdadeiramente excepcional. Vou postar 2 links para esta música. O primeiro, é um original de 1959, com interpretação do próprio Jacques Brel. O segundo é um clipe brasileiro, cantado pela Maysa e confeccionado a partir de fotos da mini-série "Presença de Anita". Ficou legal... Entre ambos, postarei a letra original, em francês e a tradução. Vejam só:

Letra em francês: Ne Me Quitte Pas - Jacques Brel
Ne me quitte pas
Il faut oublier
Tout peut s'oublier
Qui s'enfuit deja
Oublier le temps
Des malentendus
Et le temps perdu
A savoir comment
Oublier ces heures
Qui tuaient parfois
A coups de pourquoi
Le coeur du bonheure
Ne me quitte pas (4 fois)
Moi je t'offrirai
Des perles du pluie
Venues de pays
Ou il ne pleut pas
Je creuserai la terre
Jusqu'apres ma mort
Pour couvrir ton corps
D'or et de lumiere
Je ferai un domaine
Ou l'amour sera roi
Ou l'amour sera loi
Ou tu seras reine
Ne me quitte pas (4 fois)
Ne me quitte pasJe t'inventerai
Des mots insensés
Que tu comprendras
Je te parlerai
De ces amants là
Qui ont vu deux fois
Leurs coeurs s'embraser
Je te racont'raiL'histoire de ce roi
Mort de n'avoir pas
Pu te rencontrer
Ne me quitte pas (4 fois)
On a vu souvent
Rejaillir le feu
De l'ancien volcan
Qu'on croyait trop vieux
Il est paraît-il
Des terres brûlées
Donnant plus de blé
Qu'un meilleur avril
Et quand vient le soir
Pour qu'un ciel flamboie
Le rouge et le noir
Ne s'épousent-ils pas
Ne me quitte pas (4 fois)
Ne me quitte pas
Je ne veux plus pleurer
Je ne veux plus parler
Je me cacherai là
A te regarder
Danser et sourire
Et à t'écouter
Chanter et puis rire
Laisse-moi devenir
L'ombre de ton ombre
L'ombre de ta main
L'ombre de ton chien
Ne me quitte pas (4 fois)




Clipe Original de 1959
Interpretação de Jacques Brel




Clipe "Ne me quitte pas"
Interpretação de Giovanna Bompani, com cenas da minissérie "Presença de Anita"





Tradução
Não me deixes não
É preciso esquecer
Tudo pode ser esquecido
Por quem escapa agora
Esquecer o tempo
Dos mal-entendidos
E o tempo perdido
Procurar saber como
Esquecer estas horas
Que às vezes matam
Com golpes de "porquês"
O coração da felicidade
Não me deixes não- 4 vezes
Eu te oferecerei
As pérolas de chuva
Vindas de um país
Onde não chove
Eu atravessarei a terra
Até bem perto de minha morte
Para cobrir teu corpo
De ouro e luz
Eu farei um lugar
Onde o amor será rei
Onde o amor será lei
E tu serás rainha
Não me deixes não - 4 vezes
Não me deixes não
Eu te inventarei
Palavras insensatas
Que tu compreenderás
Eu te falarei
Desses amantes de lá
Que às vezes viram
Seus corações se incendiar
Eu te contarei
A história desse rei
Morto por não ter
Podido te encontrar
Não me deixes não
Tantas vezes vimos
Renascer o fogo
Do antigo vulcão
Que acreditava-se velho demais
Parece que
Suas terras queimadas
Estavam dando mais trigo
Que a melhor das colheitas
Em quantas tardes
Para que o céu fique flamejante
O vermelho e o negro
Não se casam ?
Não me deixes não (4 vezes)
Ne me quittes pas
Não me deixes não
Eu não quero mais chorar
Eu não quero mais falar
Eu vou me esconder ali
Só pra ficar te olhando
Dançar e sorrir
E te escutando
Cantar, e depois rir
Deixe que eu me transforme
Na sombra da tua sombra
Na sombra da tua mão
Ou na sombra do teu cão
Mas não me deixes nao

Ouvindo: "Nebulosa do Amor", Paralamas do Sucesso
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quinta-feira, 8 de março de 2007

Relaxando um pouquinho...

AO PÉ DA LETRA!
Após cada vôo, pilotos preenchem um formulário, comunicando aos mecânicos em terra qualquer problema que o avião tenha tido durante o vôo. Os mecânicos o lêem, corrigem o problema e na metade inferior do formulário, descrevem por escrito a solução foi adotada. O piloto revê o relatório antes do vôo seguinte. Que não se diga que o pessoal de terra e os engenheiros não tenham senso de humor! Aqui estão alguns problemas reais de manutenção submetidos pelos pilotos da Qantas (empresa aérea Australiana) e as soluções registradas pelos engenheiros. A propósito, Qantas é a única grande empresa aérea que nunca registrou acidente aéreo algum ( www.qantas.com.au). Achei bem engraçada a comunicação entre eles:

(P = problema acusado pelo piloto)
(S = solução adotada pelo engenheiro em terra)


P: Pneu esquerdo principal interno quase precisando de substituição.
S: Pneu esquerdo principal interno quase substituído.

P: Teste de vôo OK, exceto pelo piloto automático, que pousa mal o avião.
S: Piloto automático não instalado nessa aeronave.

P: Alguma coisa está solta no cockpit.
S: Alguma coisa foi apertada no cockpit.

P: Besouros mortos no para-brisa.
S: Besouros vivos já encomendados.

P: Piloto automático não mantém nível, produzindo ascensão de 200 pés por minuto.
S: Não pudemos reproduzir o problema no solo.

P: Evidências de vazamento na engrenagem principal de pouso.
S: Evidências completamente limpas e removidas.

P: As travas de fricção estão prendendo os controles.
S: É para isso que servem as travas de fricção.

P: IFF inoperante.
S: IFF sempre inoperante quando DESLIGADO.

P: Suspeitamos de trinca no para-brisa.
S: Suspeitamos de que vocês estejam certos.

P: Turbina número 3 perdida.
S: Após breve busca, turbina número 3 localizada na asa direita.

P: A aeronave se comporta de modo engraçado.
S: A aeronave foi advertida para se comportar, voar direito e ficar séria.

P: O radar faz ruído fora de tom.
S: Radar reprogramado para executar líricos.

P: Rato no cockpit.
S: Gato prontamente instalado.





Isto me lembrou a época em que eu dava suporte técnico de informática a usuários finais... Eles tinham cada "tirada"! Nós, da área, nos divertíamos muito depois. Qualquer dia deste, posto algumas coisinhas referentes a isto por aqui...



Mudando de assunto: olha que clipe mais lindinho... É antigo, também. Já roda na net há pelo menos uns 2 anos, mas, como eu sempre imagino que rever coisas bonitas seja fundamental (tanto quanto reler bons livros ou reviver bons momentos, etc.), taí o post...
Kiss - Because I am a girl
Música original coreana, legendada em português.





Ouvindo: "Hoje a noite não tem luar", Legião Urbana
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