É... faz mesmo um tempão que não passo por aqui. Saudades. Hehehehe. Mas nesta vida tão corrida onde o progresso nos cobra tanto é tão difícil arrumar um tempinho pra fazer algumas coisas. Então, acabamos optando. E fazemos uma coisa ao invés de outra. E assim vamos vivendo...
Mas ok! Chega de choramingos e vamos à ação! Hehehe...
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sábado, 14 de julho de 2007
terça-feira, 8 de maio de 2007
Sobre hierarquias
Afff! Cada coisa que a gente encontra na Internet... Às vezes me pergunto quem ou o quê é mais idiota: aquilo que estou lendo ou eu, que estou perdendo meu tempo em ler e repassar? Rsrsrs.
Hierarquia Alcoólica
Um dos maiores erros cometidos pelos leigos em assuntos etílicos é posicionar inadequadamente o cidadão alcoolizado na hierarquia bebunística.
Por desconhecerem que há critérios técnicos regulamentados pelo Incopo, costumam chamar, às vezes, um simples biriteiro de pau-d'água ou um pinguço de pé-de-cana. Quanta ignorância!
Bebum, pinguço e biriteiro são apenas "estágios" ou "posições hierárquicas", alcançadas de forma meritória com muito denodo e competência. Tomar um porre todo mundo toma, porém, ter status etílico é outra coisa.
De "bêbado" a "papudinho":
1 - Bêbado - É a patente mais insignificante da escala, mesmo porquê, não chega a ser um profissional. A coisa aí é definida pelo verbo de ligação: normalmente o sujeito ESTÁ bêbado, ele não É bêbado. É como os ministros. Eles não são ministros, eles estão ministros, o que também não impede que o ministro seja ou esteja bêbado. É o pé-de- chinelo da escala. O bêbado, não o ministro, é claro!
2 - Biriteiro - É o cara que, depois de alguns porres, acaba se interessando pela carreira e começa a praticar a bebunagem com regularidade. Como o fígado ainda está tinindo e a família achando que aquilo é só uma "fase passageira", ele vai metendo os cornos devagarinho. Toma três hoje, duas amanhã, pára no domingo, recomeça na terça, vomita na quinta, toma boldo na sexta, e vai indo... Como ainda não tem certo domínio sobre o álcool, acaba fazendo merda. E depois da primeira, é uma atrás da outra, para alegria dos cunhados canalhas.
3 - Bebum - É uma patente acima do biriteiro. Mais constante e mais previsível, quanto às cagadas que costuma aprontar, o bebum é aquele cara que vive pagando mico, para a vergonha da esposa e felicidade da sogra. Pode ser "sistemático". Faz merda todo dia, ou "assistemático", o que não faz mais merda, pois já tem o suficiente em estoque.
4 - Pinguço - O que faz com que um bebum seja elevado à categoria de pinguço é o horário em que passa a adentrar no recinto cachacístico.
O bebum é um notívago por excelência, quer dizer, só costuma molhar o chifre à noite, enquanto o pinguço é um "tardívago"; começa na hora que seria do almoço. Seria, mas não é. Almoço, para pinguço, é perda de tempo. Só pode ter sido invenção de crente.
5 - Pau-d'água - É o pinguço que já perdeu o respeito da vizinhança. Embora seja uma patente alcoólica de grande carisma, a expressão "pau-d'água" é usada por muitos abstêmios como adjetivo pejorativo. E isso é sacanagem. Se o pau-d'água fosse da família deles seria "vítima do alcoolismo", agora, como não é... É o mesmo preconceito que muita gente tem contra a viadagem: se for da nossa família é "homossexual", mas se for da família do vizinho é "viado", "bichona sem-vergonha".
6 - Pé-de-cana - É o pau-d'água pobre. O cara rico, de porre, é extravagante; o pobre é impertinente. Se for rico fica eufórico; se for pobre faz vergonha. Rico fica alegre; pobre enche o saco.
Rico agita a madrugada; pobre enche os culhões. Não tem como escapar! Só enchendo os cornos para esquecer o preconceito...
7 - Papudinho - É a maior patente da escala, o último e derradeiro degrau. É quando a cara incha de vez, os olhos empapuçam, o passo fica curto, os pés engordam, as mãos vacilam, a voz se arrasta e até o anjo da guarda dá no pé.
Geralmente é um solitário. Bebe sozinho, cai sozinho, mija nas calças sozinho, e fica babando no sereno até que uma alma caridosa, normalmente um outro papudinho, se ofereça para ajudar. Ocorre que, muitas vezes, o outro papudinho está ainda mais mamado e acaba caindo também. Aí, para levantar dois papudinhos são necessários outros dois papudinhos, que quase sempre não aparecem já que estão caídos mais adiante. Daí então, só de revolta, resolvem formar mais uma dupla sertaneja só para torrar de vez com o saco dos brasileiros.
Além destas sete patentes, há algumas outras posições intermediárias como sub-bebuns, terceiros, segundos e primeiros-pinguços, biriteiros de corveta, etc., mas que são estritamente corporativas e servem tão somente para efeito de promoção. Figuras como o "ébrio", por sua vez, não são mais reconhecidas como patente. O ébrio, para quem não sabe, é o bebum em desuso. Ainda há alguns poucos remanescentes no mercado cujas famílias os prendem em casa para evitar que façam merda na rua. Os poucos que ainda existem funcionam à válvula, já perderam o contraste e têm sérios problemas com o vertical.
Ouvindo: "Construção", Chico Buarque de Holanda
Clique no link acima para OUVIR ou BAIXAR esta música
Hierarquia Alcoólica
Um dos maiores erros cometidos pelos leigos em assuntos etílicos é posicionar inadequadamente o cidadão alcoolizado na hierarquia bebunística.
Por desconhecerem que há critérios técnicos regulamentados pelo Incopo, costumam chamar, às vezes, um simples biriteiro de pau-d'água ou um pinguço de pé-de-cana. Quanta ignorância!
Bebum, pinguço e biriteiro são apenas "estágios" ou "posições hierárquicas", alcançadas de forma meritória com muito denodo e competência. Tomar um porre todo mundo toma, porém, ter status etílico é outra coisa.
De "bêbado" a "papudinho":
1 - Bêbado - É a patente mais insignificante da escala, mesmo porquê, não chega a ser um profissional. A coisa aí é definida pelo verbo de ligação: normalmente o sujeito ESTÁ bêbado, ele não É bêbado. É como os ministros. Eles não são ministros, eles estão ministros, o que também não impede que o ministro seja ou esteja bêbado. É o pé-de- chinelo da escala. O bêbado, não o ministro, é claro!
2 - Biriteiro - É o cara que, depois de alguns porres, acaba se interessando pela carreira e começa a praticar a bebunagem com regularidade. Como o fígado ainda está tinindo e a família achando que aquilo é só uma "fase passageira", ele vai metendo os cornos devagarinho. Toma três hoje, duas amanhã, pára no domingo, recomeça na terça, vomita na quinta, toma boldo na sexta, e vai indo... Como ainda não tem certo domínio sobre o álcool, acaba fazendo merda. E depois da primeira, é uma atrás da outra, para alegria dos cunhados canalhas.
3 - Bebum - É uma patente acima do biriteiro. Mais constante e mais previsível, quanto às cagadas que costuma aprontar, o bebum é aquele cara que vive pagando mico, para a vergonha da esposa e felicidade da sogra. Pode ser "sistemático". Faz merda todo dia, ou "assistemático", o que não faz mais merda, pois já tem o suficiente em estoque.
4 - Pinguço - O que faz com que um bebum seja elevado à categoria de pinguço é o horário em que passa a adentrar no recinto cachacístico.
O bebum é um notívago por excelência, quer dizer, só costuma molhar o chifre à noite, enquanto o pinguço é um "tardívago"; começa na hora que seria do almoço. Seria, mas não é. Almoço, para pinguço, é perda de tempo. Só pode ter sido invenção de crente.
5 - Pau-d'água - É o pinguço que já perdeu o respeito da vizinhança. Embora seja uma patente alcoólica de grande carisma, a expressão "pau-d'água" é usada por muitos abstêmios como adjetivo pejorativo. E isso é sacanagem. Se o pau-d'água fosse da família deles seria "vítima do alcoolismo", agora, como não é... É o mesmo preconceito que muita gente tem contra a viadagem: se for da nossa família é "homossexual", mas se for da família do vizinho é "viado", "bichona sem-vergonha".
6 - Pé-de-cana - É o pau-d'água pobre. O cara rico, de porre, é extravagante; o pobre é impertinente. Se for rico fica eufórico; se for pobre faz vergonha. Rico fica alegre; pobre enche o saco.
Rico agita a madrugada; pobre enche os culhões. Não tem como escapar! Só enchendo os cornos para esquecer o preconceito...
7 - Papudinho - É a maior patente da escala, o último e derradeiro degrau. É quando a cara incha de vez, os olhos empapuçam, o passo fica curto, os pés engordam, as mãos vacilam, a voz se arrasta e até o anjo da guarda dá no pé.
Geralmente é um solitário. Bebe sozinho, cai sozinho, mija nas calças sozinho, e fica babando no sereno até que uma alma caridosa, normalmente um outro papudinho, se ofereça para ajudar. Ocorre que, muitas vezes, o outro papudinho está ainda mais mamado e acaba caindo também. Aí, para levantar dois papudinhos são necessários outros dois papudinhos, que quase sempre não aparecem já que estão caídos mais adiante. Daí então, só de revolta, resolvem formar mais uma dupla sertaneja só para torrar de vez com o saco dos brasileiros.
Além destas sete patentes, há algumas outras posições intermediárias como sub-bebuns, terceiros, segundos e primeiros-pinguços, biriteiros de corveta, etc., mas que são estritamente corporativas e servem tão somente para efeito de promoção. Figuras como o "ébrio", por sua vez, não são mais reconhecidas como patente. O ébrio, para quem não sabe, é o bebum em desuso. Ainda há alguns poucos remanescentes no mercado cujas famílias os prendem em casa para evitar que façam merda na rua. Os poucos que ainda existem funcionam à válvula, já perderam o contraste e têm sérios problemas com o vertical.
Ouvindo: "Construção", Chico Buarque de Holanda
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domingo, 18 de março de 2007
Giro pela net (II)
Algumas imagens muito legais que encontrei rolando pela net.
Ouvindo: "Minha História", de Chico Buarque
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1. Creiam-me: isto também é Japão!

2. Isto seria um... limoeiro?

3. Isto é Photoshop: sem explicação!

4. Tá à toa na vida? Entra no Photoshop...

5. Achei legal...

6. Lençol para solitários.

7. Mamãe, acho que estou... ligeiramente grávido!

8. Outra de Photoshop: As 4 estações!

9. Photoshop é tudo de bom, não é mesmo?

10. Qual deles seria seu número?

11. Motel Ambulante!

12. Na falta de uma inflável, vai uma de areia mesmo...

13. Na Rússia, até a estátua é cachaceira!

14. Escolha seu bebedouro...

15. O que a cachaça não faz com um homem, meu Deus...

16. Ponto de ônibus VIP!

17. Calma, moça! Muita calma nesta hora...

18. "Qué procê"? Hehehe.

19. Wow! Acho que o Ricardão se deu mal...

20. Saia curta, sem calcinha... Será que esta moda pega?

21. Sem comentários!

22. Seria um E.T.?

23. A avó da Barbie!

24. Super segura com triplo air bag!


2. Isto seria um... limoeiro?

3. Isto é Photoshop: sem explicação!

4. Tá à toa na vida? Entra no Photoshop...

5. Achei legal...

6. Lençol para solitários.

7. Mamãe, acho que estou... ligeiramente grávido!

8. Outra de Photoshop: As 4 estações!

9. Photoshop é tudo de bom, não é mesmo?

10. Qual deles seria seu número?

11. Motel Ambulante!

12. Na falta de uma inflável, vai uma de areia mesmo...

13. Na Rússia, até a estátua é cachaceira!

14. Escolha seu bebedouro...

15. O que a cachaça não faz com um homem, meu Deus...

16. Ponto de ônibus VIP!

17. Calma, moça! Muita calma nesta hora...

18. "Qué procê"? Hehehe.

19. Wow! Acho que o Ricardão se deu mal...

20. Saia curta, sem calcinha... Será que esta moda pega?

21. Sem comentários!

22. Seria um E.T.?

23. A avó da Barbie!

24. Super segura com triplo air bag!

Ouvindo: "Minha História", de Chico Buarque
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sábado, 17 de março de 2007
Giro pela Net (I)
Algumas imagens muito legais que encontrei rolando pela net.
Ouvindo: "Maninha", de Chico Buarque
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1. Eu acho que vi um gatinho...

2. Acredite se quiser!

3. Afff! Esta não terá jamais problemas com amamentação!

4. Mmmm... Que vontadinha, papai!

5. "A marvada pinga é que atrapaia"...

6. Não só as cachorras dançam "funk"

7. Antes e depois

8. Torneirinha aberta!

9. Bebê espumante!

10. Cada coisa, viu...

11. Cobertor de orelha para bêbados.

12. Ooops! Desculpa, tio... Devolve a bola aí! Hehehe.

13. Efeito replicante

14. Mijão!

15. Êita noivinho esperto!

16. Entrando no clima.

17. Que chato, hein? Um flagra desses!

18. Exatamente como manda a placa! Obedientes, não?

19. Gentemmm... Isto é uma calcinha! Aiii!

20. Imagina só se esta moda pega...


2. Acredite se quiser!

3. Afff! Esta não terá jamais problemas com amamentação!

4. Mmmm... Que vontadinha, papai!

5. "A marvada pinga é que atrapaia"...

6. Não só as cachorras dançam "funk"

7. Antes e depois

8. Torneirinha aberta!

9. Bebê espumante!

10. Cada coisa, viu...

11. Cobertor de orelha para bêbados.

12. Ooops! Desculpa, tio... Devolve a bola aí! Hehehe.

13. Efeito replicante

14. Mijão!

15. Êita noivinho esperto!

16. Entrando no clima.

17. Que chato, hein? Um flagra desses!

18. Exatamente como manda a placa! Obedientes, não?

19. Gentemmm... Isto é uma calcinha! Aiii!

20. Imagina só se esta moda pega...

Ouvindo: "Maninha", de Chico Buarque
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domingo, 11 de março de 2007
Curiosidade interessante:
O sistema de numeração atual, erroneamente conhecido como números arábicos (porque na realidade foi criado na Índia), contém o único conjunto de símbolos compartilhado por quase todas as culturas do planeta. Curiosamente sua grafia tem uma origem bastante lógica.Os símbolos que representam os números na atualidade descendem do sistema Nagari. Este sistema era compreendido universalmente na Índia, no entanto a popularização do sistema numeral levou a que várias culturas o adaptassem como próprio. Inicialmente a simbologia Nagari para os números era um tanto quanto confusa. Observe no quadro abaixo que o número 1 se parecia com o número 9, o 4 era similar ao 8, o 5 era o 4. Deste modo, o sistema númérico evoluiu para uma forma lógica, na qual a quantidade representada seria assinalada pela quantidade de ângulos do símbolo (contem as bolinhas pretas de cada símbolo - é justamente a quantidade de ângulos que o mesmo possui). Como podem notar, este é o motivo real pelo qual se convencionou cortar o sete, não aquela história de segurança ou ainda aquela outra sobre os 10 Mandamentos. Com o tempo o sistema se popularizou tanto que já não fazia falta indicar com ângulos a quantidade, e o ocidente adotou os números góticos, que utilizamos hoje em dia, mais estilizados e arredondados.

Vou postar também uma montagem com fotos para a música "Sampa", de Caetano Veloso. Não é um clipe, mas esta música me encanta, claro, porque quando se vive longe do país, sempre que ouvimos algo de nossa terra nos emocionamos. E, não por ser paulistaníssima, mas por ser brasileira e apreciadora de boas músicas, cá entre nós, esta música é simplesmente... arrebatadora, não?
Sampa, minha cidade. Meu anjo e meu demônio. Que se te deixo, quero logo voltar. E se contigo estou, quero tanto me afastar...
Sina triste e definitiva de uma paulistana crua de coracão e de alma mundana.
Ouvindo: "João e Maria", Chico Buarque de Holanda
Clique no link acima para OUVIR ou BAIXAR esta música
A SIMBOLOGIA DOS NÚMEROS
O sistema de numeração atual, erroneamente conhecido como números arábicos (porque na realidade foi criado na Índia), contém o único conjunto de símbolos compartilhado por quase todas as culturas do planeta. Curiosamente sua grafia tem uma origem bastante lógica.Os símbolos que representam os números na atualidade descendem do sistema Nagari. Este sistema era compreendido universalmente na Índia, no entanto a popularização do sistema numeral levou a que várias culturas o adaptassem como próprio. Inicialmente a simbologia Nagari para os números era um tanto quanto confusa. Observe no quadro abaixo que o número 1 se parecia com o número 9, o 4 era similar ao 8, o 5 era o 4. Deste modo, o sistema númérico evoluiu para uma forma lógica, na qual a quantidade representada seria assinalada pela quantidade de ângulos do símbolo (contem as bolinhas pretas de cada símbolo - é justamente a quantidade de ângulos que o mesmo possui). Como podem notar, este é o motivo real pelo qual se convencionou cortar o sete, não aquela história de segurança ou ainda aquela outra sobre os 10 Mandamentos. Com o tempo o sistema se popularizou tanto que já não fazia falta indicar com ângulos a quantidade, e o ocidente adotou os números góticos, que utilizamos hoje em dia, mais estilizados e arredondados.

Vou postar também uma montagem com fotos para a música "Sampa", de Caetano Veloso. Não é um clipe, mas esta música me encanta, claro, porque quando se vive longe do país, sempre que ouvimos algo de nossa terra nos emocionamos. E, não por ser paulistaníssima, mas por ser brasileira e apreciadora de boas músicas, cá entre nós, esta música é simplesmente... arrebatadora, não?
Sampa, minha cidade. Meu anjo e meu demônio. Que se te deixo, quero logo voltar. E se contigo estou, quero tanto me afastar...
Sina triste e definitiva de uma paulistana crua de coracão e de alma mundana.
Ouvindo: "João e Maria", Chico Buarque de Holanda
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sábado, 10 de março de 2007
Dostoievsky
Li alguns livros de Dostoievsky em minha vida. Bem menos do que eu gostaria, diga-se de passagem. Mas posso afirmar, com certeza, que ele foi um dos formadores de minha alma adulta. As obras que li (Eterno Marido, Recordação da Casa dos Mortos, O Jogador, Irmãos Karamazóv, Humilhados e Ofendidos, O Idiota, Memórias do Subterrâneo, Nietóchka Niezvânova, Crime e Castigo, A Aldeia Stepantchikovo, O Adolescente e Os Demônios) me acompanharam durante a infância, ao lado de outras obras, de outros autores, com aquele olhar de "parece que você está crescendo". Espero que tenham sido olhares de aprovação, que meu crescimento tenha sido tanto espiritual, como emocional. Tanto quanto a cronologia da idade exigiu.Teve, porém, um trecho, que encontrei em um blog da Internet (que o dono me perdoe, porque não me lembrei de copiar a página dele para citá-lo. Mas prometo que farei isto, tão logo esteja mais organizada) que me fez repensar aqueles tempos de menina. E compará-los aos dias dinâmicos de hoje, quando respiramos informática de uma maneira tão geral que nosso cérebro simplesmente não consegue reter nem 0,0001% das informações que vemos no dia-a-dia via Internet. Pois bem, em 1876, Fedor Dostoievsky começou a publicação de uma folha mensal que pretendia que fosse "um diário íntimo, em toda a acepção da palavra, isto é, um fiel relato do que mais me interessou pessoalmente." Ou seja, algo muito parecido com um blog. Mas três meses depois ele escrevia: "Custa a crer, mas é verdade, ainda não encontrei a forma do Diário, e não sei se algum dia a encontrarei... Assim, tenho 10 ou 15 assuntos (pelo menos) para tratar, quando me sento para escrever. Todavia, os meus assuntos preferidos, afasto-os involuntariamente. Ocupar-me-iam demasiado espaço, exigiriam demasiado ardor da minha parte e, deste modo, não escrevo o que me agrada. Por outro lado, imaginei com demasiada ingenuidade que se trataria de um autêntico "Diário". Um verdadeiro "Diário" é impossível; só se pode fazer um diário artificialmente preparado para o público...". Considerei esta, uma passagem inolvidável. E não pude deixar de me identificar com algumas das coisas que são ditas nela. Penso, designadamente, na forma como a temporalidade dos blogues difere daquela presente em outras escritas (aquelas antigas cartas, os bilhetes traquinas, um livro impresso, um jornal). Tudo a ver com a dinamicidade da informática e sua quantidade imensurável de informação (que nosso cérebro não consegue reter). Acredito que a importância desta "dissociação de temporalidades", não deve ser desconsiderada porque, seguramente, o tempo dos blogues pode vir a nos aprisionar e repentinamente, podemos nos tornar, de forma inconsciente e involuntária, reclusos desse tempo.
Bem, para manter este "papo-cabeça" (rsrsrs), separei 1 clipe de Música Popular Brasileira. Daquelas bem puras: Chico Buarque, por ele mesmo, ao lado de Nara Leão. O clipe se chama "Roda viva" e faz parte da trilha sonora do filme "Cabra-cega" de Toni Venturi em 2004.
Bem, para manter este "papo-cabeça" (rsrsrs), separei 1 clipe de Música Popular Brasileira. Daquelas bem puras: Chico Buarque, por ele mesmo, ao lado de Nara Leão. O clipe se chama "Roda viva" e faz parte da trilha sonora do filme "Cabra-cega" de Toni Venturi em 2004.
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