Fernando Pessoa, com certeza, foi um dos grandes gênios literários da língua portuguesa. Escreveu coisas maravilhosas e extenuou seus sentimentos de uma maneira mais do original. Vou postar abaixo um poema dele que tem tudo a ver com a minha vida, atualmente...
Da minha aldeia "Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe
de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos
nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver".
Alberto Caeiro Ouvindo: "Encostar na tua", Ana Carolina Clique no link acima para OUVIR ou BAIXAR esta música
Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas - a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus.
Sou fácil de definir.
Vivi como um danado.
Amei as coisas sem setimentalidade nenhuma.
Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.
Compreendi que as coisas são reais e todas diferentes umas das outras;
Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.
Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais.
Um dia deu-me o sono como a qualquer criança.
Fechei os olhos e dormi.
Além disso fui o único poeta da Natureza.
Alberto Caeiro (Heterônimo de Fernando Pessoa)
Aqui segue um clipe com a música "Esquadros", da Adriana Calcanhoto.
Letra: Esquadros
Composição: Adriana Calcanhoto
eu ando pelo mundo prestando atenção
em cores que eu não sei o nome
cores de almodóvar
cores de frida kahlo, cores
passeio pelo escuro
eu presto muita atenção no que meu irmão ouve
e como uma segunda pele, um calo, uma casca,
uma cápsula protetora
eu quero chegar antes
pra sinalizar o estar de cada coisa
filtrar seus graus
eu ando pelo mundo divertindo gente
chorando ao telefone
e vendo doer a fome nos meninos que têm fome
pela janela do quarto
pela janela do carro
pela tela, pela janela
(quem é ela, quem é ela?)
eu vejo tudo enquadrado
remoto controle
eu ando pelo mundo
e os automóveis correm para quê?
as crianças correm para onde?
transito entre dois lados de um lado
eu gosto de opostos
exponho o meu modo, me mostro
eu canto pra quem?
pela janela do quarto
pela janela do carro
pela tela, pela janela
(quem é ela, quem é ela?)
eu vejo tudo enquadrado
remoto controle
eu ando pelo mundo e meus amigos, cadê?
minha alegria, meu cansaço?
meu amor cadê você?
eu acordei
não tem ninguém ao lado
pela janela do quarto
pela janela do carro
pela tela, pela janela
(quem é ela, quem é ela?)
eu vejo tudo enquadrado
remoto controle.
Ah, esta sessão nostálgico-melancólica me deixou bastante saudosa... Lembrei-me de um poema, de Fernando Pessoa que fala sobre viver a vida, simplesmente, sem mais delongas. Muito verdadeiro...
Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.
A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.
Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.
Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te.
A resposta
Está além dos deuses.
Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.
Ricardo Reis (Heterônimo de Fernando Pessoa)
Clipe com Renato Russo e Erasmo Carlos - A carta
Cenas do filme "A casa do Lago"
Ouvindo: "Ando devagar", Almir Sater Clique no link acima para OUVIR ou BAIXAR esta música
Adoro aqueles plásticos de bolinhas. São meigos, tão deliciosos de estourar. Rsrsrs. Afinal, quem nunca estourou bolinhas quando criança? E até mesmo depois de adulto. Dá uma sensação tão gostosinha ao ouvir o barulhinho... plec, poc... Bem, se você é uma dessas pessoas que adoram estourar bolinhas, não deixe de visitar a página The World's Best Bubble Wrap Homepage. O site está em inglês, mas vale a pena dar uma conferidinha...
Se você prefere um pouco mais de ação, confira os incríveis emuladores de plástico de bolinhas! Eles são 100% seguros e não possuem efeitos colaterais, como no caso dos reais que quando são muito duros deixam bolhas em seus dedos! O Virtual Bubble Wrap, emulador oficial da página citada anteriormente, é o que possui os gráficos mais realistas, porém é um pouco lento. Outra opção é o SnapBubbles, que tem o melhor funcionamento. Agora, se você é daqueles mais dinâmicos que gostam de torcer o plástico para estourar um monte de uma vez, o emulador recomendado é o Perpetual Bubble Wrap.
Queria deixar também um poeminha de Fernando Pessoa...
Porque misturar a leveza das bolinhas com a leveza de Fernando Pessoa pareceu-me singular. Vejam só...
XL - PASSA UMA BORBOLETA (do "Guardador de Rebanhos" - Alberto Caeiro) Passa uma borboleta por diante de mim
E pela primeira vez no Universo eu reparo
Que as borboletas não têm cor nem movimento,
Assim como as flores não têm perfume nem cor.
A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move,
O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
A borboleta é apenas borboleta
E a flor é apenas flor. Fernando Pessoa
Ouvindo: "Como uma Deusa", Rosana Clique no link acima para OUVIR ou BAIXAR esta música